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terça-feira, 27 de julho de 2010

ZYGOPETALUM CRINITUN
 
         
  A especiaria ACIMA é um ZYGOPETALUM CRINITUM, dos quais possuo três plantas, todas elas provenientes da Serra do Cipó, nas cercanias de Belo Horizonte/MG.

             É planta vistosa, cujas flores exalam um pefume adocicado.

             Como sempre, foi num fim de semana que tive a ventura de encontrar e ganhar estas plantas, na verdade era uma grande toceira,
maravilhosamente florida, que as irmãs tinham recolhido depois de um ventaval, quando a árvore, já morta e apodrecendo, tombou com algumas parasitas. Como acharam a planta bonita, levaram com      galho e tudo e amarraram numa laranjeira, das tantas que lá existem, numa plantação bem perto da casa principal da chácara.  
  
   Quando lá estive e vi a planta, já estava sem flores, mas reconheci como sendo uma orquídea. Claro que "chorei" uma muda. Elas me autorizaram abrir a grande toceira, como resultado, obtivemos nada menos do que sete mudas, todas elas com mais de quatro bulbos. 

    Aqui nos altos de Viamão este Zygopetalum não mantém uma época específica para florir, tanto que minhas mudas florescem em muitos momentos.

    Basta a planta largar um novo broto, que junto ao mesmo, via de regra, se apresenta uma nova floração.

    Um dos meus vasos já apresenta duas frentes, e vou separá-lo, logo terei uma muda para efetuar uma troca, quem se interessar, é so contatar.

      Mas me interessa trocar Zygopetaum por uma outra variedade que eu não tenha.

terça-feira, 20 de julho de 2010

MAXILLARIA SCHUMQUEANA


          PLANTA IDENTIFICADA: Nº 0206

     Minhas plantas, duas, originalmente, foram adquiridas em São paulo, capital, na SEASA, mas hoje já possuo sete, pois andei separando as plantas.
         Floração em 2010: 
   
   Floração deste ano, 2014:
 
      É certo que se trata de uma Maxillaria Schumkeana, porém minhas plantas não possuem a negritude desta afamada pequena beleza. Meu exemplar original foi adquirido numa feira de orquídeas, na capital paulista, São Paulo.

                   Floração do ano passado, 2013:

    Detalhe da FLOR, sob aumento:

        Segundo a Wikimédia a Maxillaria Schumkeana, hoje é identificada como sendo a Brasiliorchis schunkeana.. 
As cores de suas flores são muito próximos ao preto, mas na verdade é um roxo muito escuro, vermelho, dando a impressão de uma flor preta.

Distribuição: 
        A planta é encontrada em matas das serras no estado do Espirito Santo, Brasil , em altitudes de 600 a 700 metros.








PAPHIOPEDILLUM LEEANUM

      ´PLANTA IDENTIFICADA: N º 0167

       Como todo orquidoido,  eu também tenho uma história de como tudo começou...

  Foi lá pelos idos do ano de 1995, já no mês de junho, quando trabalhava em um levantamento patrimonial, num hospital, na cidade de Dona Francisca/RS, ligado a uma Congregação religiosa, de irmãs. 

          
     Foi lá pelos idos do ano de 1995, já no mês de junho, quando trabalhava em um levantamento patrimonial, num hospital, na cidade de Dona Francisca/RS, ligado a uma Congregação religiosa, de irmãs.

     Num dos corredores havia um vaso enorme totalmente tomado por Paphiopediluns, com umas duas dezenas de flores, claro que naquele momento não sabia sua plena identificação, o que só ocorreu mais tarde.

Floração de 2010: Um encanto e ali quedei cativo.
           
    Floração atual, iniciou em 20/05/2014:

     Sim, ganhei uma muda...minha primeira orquídea foi um Paphiopedilum Leanum. Dalí para a frente não parei mais...

      Possuo apenas um vaso, embora já tenha feito algumas mudas, que acabei cedendo para outras pessoas.

       O Paphiopedilum Leanum é de origem asiática, Japão, China, e das Coréias.

       Enfim, tenho um carinho enorme por esta bela orquídea, e é fato que a mesma já se prestou para que utilizassem sua genética   em  diversos cruzamentos.

No vídeo compartilhado do Youtube, abaixo vocês podem ter uma idéia do desenvolvimento e da durabilidade da flor, além da música, suave e gostosa de ouvir. Uma bela produção.

https://www.youtube.com/watch?v=-M8fZzu-S0M

SCHOMBURKIA CRISPA

          PLANTA IDENTIFICADA: Nº  0247

       Possuo três Schomburkias Crispas Tipo, todas elas adquiridas via troca com meu amigo Alexandre Magno, de Cordisburgo/MG.


    Ainda não obtive muito sucesso no cultivo destas orquídeas, e já as possuo há uns quatro anos, penso que a época em que florescem, aqui no alto de Viamão, em abril/maio, quando já não há tanto calor no ar, até agora apenas uma espata de flores conseguiu segurar sua floração, sem secar antes da maturação. E todas as tres plantas desenvolvem bulbos a contento.


        Tenho conhecimento que existem muitos tipos desta orquídea, e tenho esperança de conseguir alguma mudas destas variedades, senão por troca, ainda que necessite adquiri-las.
  
        Uma que me encanta é a ESPLÊNDIDA, cuja foto peguei emprestada, como não sei a origem, foi "coletada" na internet, deixo em aberto a propriedade da foto, e no caso de seu proprietário entender que não deva ser postada no Blog e só contatar,  que retiro.

                            

  Segundo a Wikipedia Internacional a Schomburgkia Lindl. 1838 é um gênero com cerca de 17 espécies de orquídea de médio a grande epífitas ou rupícolas , é agora reforçada com uma espécie Superbiens Schomburgkia foi reclassificado do gênero Laelia . Eles são amplamente distribuídas em florestas tropicais do México , Central e América do Sul .
       Essas espécies têm uma ampla gama de cores em suas flores em cachos que podem ser eretos ou pêndulos. 
A maioria são epífitas , alguns são rupícolas . São muito perto de Cattleya com a diferença de que apenas tem o número de polinia que neste caso é de 8 a caudicles divididos em 2 grupos. caules são geralmente curtos. 
Os pseudobolbos de cerca de 6-30 cm de comprimento, são subterete fusiforme, o qual pode ter cavidades com a idade. Cada pseudobulge desenvolve dois ou três cera, carnuda e couro deixa oblongo oblonga ou linear. 

Desenvolve do lado apical em forma pseudobulge erigir uma haste muito longo, resultando na inflorescência, que é aglomerado e pode ter um comprimento de 30 cm e cerca de 8 trazer flores, laranjas ou roxo que têm as sépalas e pétalas com Da mesma forma que eles podem ser cravadas e mais se contraiu em algum lugar. 
lábio é trilobado com lóbulos laterais podem ser livres ou parcialmente coloque a coluna que é côncava no lado ventral transportando oito polínias ter caudicles agrupados em dois grupos. 
Estas orquídeas são normalmente encontrados em madeira, exigindo o desenvolvimento da irrigação pesada, e precisa de uma luz forte a florescer. 
Eles florescem entre a primavera eo verão. As variedades Alba são raros e muito apreciado.
Os membros deste género são facilmente criadas em cultura e são resistentes à seca. A cultura de cada espécie requer condições específicas que correspondem às de seu habitat natural. Muitos deles podem ser colocadas em placas, por isso as suas raízes puden receber correntes de ar e manter os ciclos de umidade ou à seca. 
Espécies Schomburgkia facilmente cruzar com espécies dentro do género e com outros géneros relacionados como Cattleya (× Laeliocattleya, mais de 2.000 espécies),Brassavola , Bletia , Rhyncholaelia e Laelia . A maioria das orquídeas estão nesta categoria híbrida × Sophrolaeliocattleya por exemplo, × Brassolaeliocattleya e muitas outras variações.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

MILTONIA RUSSELIANA


     PLANTA IDENTIFICADA: Nº 0082

   Apresento-lhes a orquídea MILTONIA RUSSELIANA, destas possuo possuo apenas um exemplar, com origem dos arredores de Vígolo, distrito de Nova Trento-SC, em derrubada de mata, já detalhada em outra postagem, aqui no Blog.
 
E a flor em detalhe.

         
      Via de regra suas flores não abrem completamente, na postagem já é possível observá-las entre-fechadas.

        Quando forma uma touceira, e suas flores abrem num momento quase único, dá um show de cores e beleza, tive o privilégio de colher esta visão nas minhas retinas, quando em minhas caminhadas pelos montes circunvizinhos de Nova Trento.

        Por outro lado muitas das minhas mudas foram ganhas das irmãs da Congregação de Madre Paulina, no terreno do convento em Nova Trento havia, na época, uma grande Figueira e nesta uma grande touceira de orquídea desta espécie, é de lá que vieram minhas mudas.  

      Esta planta, que já esta comigo a uns oito anos, não esta conseguindo se expandir, entouceirar, devo estar errando na maneira de cultivá-las.

BULBOPHILLUM CAMPOS PORTOI VAR. VERDE

       PLANTA IDENTIFICADA: Nº 0209

      A única certeza é de que se trata de um Bulbophillum, apesar de algumas diferenças em relação a cor, vou identificá-lo como sendo uma variedade do Portoi, padrão Verde.


   Possuo apenas este exemplar deste Bulbophillum, da serra gaúcha, mais especificamente dos arredores de Canela, e foi coletado numa derrubada de mata, de árvore de pequeno porte, com muitos fungos, logo, que recebia pouco sol.

      Trata-se evidentemente de uma Micro-orquídea, minha foto até que deu conta do riscado, evidenciou com bastante clareza, tanto as cores quanto a formatação desta pequena e bela natura.  

        A foto abaixo identifica o Campos Portoi padrão, baseado nele é que identifiquei o meu como sendo uma variedade, que, por ora, intitulei Verde. 


                                        Na foto abaixo meu vaso retratando a planta inteira.
                                         

         No caso de haver uma identificação positiva, quem a souber, por favor, nos esclareça.

domingo, 6 de junho de 2010

GROBYA AMERSTHIAE


    PLANTA IDENTIFICADA: Nº 0246

    Lá pelos idos de 1998, época em que realizava um trabalho de tombamento patrimonial, em merecido descanso de fim de semana, eu e minha moto realizamos um tour pelas estradas nas cercanias de Campos de Jordão-SP.
           

     Nas proximidades da Pedra do Baú, nos deparamos com uma árvore sendo podada por moto serra, algumas mudas de uma planta muito parecida com orquídea estavam enraizadas nos galhos. Naquele momento não tinha a mínima idéia da identificação daquelas mudas. A folhas da Grobya se assemelham a uma gramínea, com bulbo, mas parece. Pedi licença ao pessoal que fazia limpeza a beira da estrada naquele momento e colhi os exemplares que pude, êles ainda comentaram: - Bem, estas vão ser salvas, em nossas podas muitas parasitas são arrancadas e jogadas fora.

    Lembro que ao retornar a Porto Alegre, dei algumas mudas para outros colegas que também desconheciam a orquídea, por que era um orquídea.

     Fiquei com tres plantas, que ainda estão comigo, a ventura de vê-las florir veio a ocorrer em 2002, e que bela surpresa, pois trata-se  de um conjunto maravilhoso. E, então, pude classificá-la...muito feliz com o achado. Todos os anos aguardo ansioso suas florações, fato que desde 2011 deixou de acontecer, então não foi possível, ainda, melhorar a qualidade das minhas fotos aqui no Blog, em vista disto peguei emprestada a foto abaixo, do Sr. Alexandre Medeiros.  

terça-feira, 1 de junho de 2010

VIAGEM A MARACATU/PE


Olha eu ai gente...em Maracatu-PE.

Maracatú é uma pequena cidade aos sopés da Serra do Cruzeiro, e a foto acima foi tirada a frente de uma bucólica pracinha aos fundos da principal igreja católica da cidade.
Era  um domingo quente, um sol glorioso iluminava o dia e lá estava eu me preparando para uma quase escalada...pois subir a trilha da Serra do Cruzeiro não é brincadeira.

Muitas procissões anuais sobem a serra, para rezarem junto a pequena cruz lá no alto da montanha. Uma delas intitula-se a Procissão dos Homens, como o nome diz, é para os homens.
Bem, estamos no nordeste, na pequena cidade existem vertentes e nestas foram organizados locais de banhos, para os homens e para as mulheres. Resultado evidente, o banho dos homens continua, o das mulheres foi fechado. Motivo: ...os homens iam espiar as mulheres...difícil de prever, não é mesmo?

Brincadeiras a parte, quando voltado para o Bem, que povo maravilhoso é o brasileiro...fui muitíssimo bem acolhido, em pleno domingo, sem delongas, amigos conversando com amigos, e eis que tive compania para a subida da serra...Penaram, me esperando, volta e meia eu dava um "jeitinho" de acalmar a subida, tipo:...ei, segura ai, me deixa dar uma nesta planta...ou, que palmeira é esta?

Acima a Igreja vista de frente, e abaixo a Serra do Cruzeiro.

COLMANARA WILDCAT YELOOW BUTTERFLY

      PLANTA IDENTIFICADA: Nº 

   Belíssima, intitulada Colmanara Wildcat "Yeloow Butterfly", também esta é filha da maestria e sensibilidades humanas, desconheço todavia os pais genéticos desta bela planta, a flor é linda, uma tonalidade de amarelo ouro, fascinante, mesclado com um vermelho sangue, com tonalidades quentes, que, em momentos, dependendo das luzes que a cercam, parecem vivos.

                    Na foto abaixo, ei-la inteira e sua floração. 

                   E agora uma flor em detalhe 
              
      Esta também foi adquirida na Seasa de São Paulo, capital.

     A foto acima lhes dá uma dimensão de sua beleza e quentura, é sem dúvida o resultado primoroso de um casamento com ótimo resultado...quem não gostaria de ter efetuado um casamento de espécies com este resultado? Bem, agradecemos ao patrono desta criação...que êle agradeça a Deus pelo primor de sua criatura!    

    Resolvida a origem, ei-la:  Híbrido entre a Oncostele Rustic Bridge e o Odontocidium Crowborough,  ou, ainda, segundo o site da Orquídeas Sobda, da Índia, tarta-se de um híbrido intergenérico é um cruzamento entre dois outros híbridos; Odontonia (Miltonia x Odontoglossum) e Odontocidium (Oncidium x Odontoglossum)
      
      Elas são fáceis de cultivar, têm flores de longa duração, poderia tolerar grandes faixas de temperatura, e tem vários tempos de florescência. Híbridos Colmanara produzirá picos de flores duas ou três vezes por ano com muito longa inflorescência com muitas flores como eles produzem um novo crescimento.
As cores variam entre o amarelo, cor de vinho, mogno, com bares e listras, e outras cores sólidas.
      
      Estas orquídeas são semelhantes aos Oncidiums mas requer um pouco menos luz.

CATTLEYA GUTTATA VAR. PRINZII


         PLANTA IDENTIFICADA: Nº 0243

    Possuo algumas Cattleyas Guttatas, com certeza, mas apenas duas florescem exclusivamente nos meses de maio, em cada ano. O porque desta diferenciação não tenho explicação.

          Pela internet finalmente, penso, que consegui identificá-las, com pequenas variações, mas ainda assim pertencem a variedade Prinzii.
          
        Só que, ambas foram colhidas em mata derrubada aos sopés da Serra do Mar, na Mata Atlântica, nas várzeas praianas de Peruíbe/SP, lá pelos anos idos de 1996. Época em que ocorreram inúmeras derrubadas nas matas costeiras, aos milhares, plantas foram dizimadas, orquídeas de tantas espécies, bromélias e outras plantas.

        Na época, lembro, estava trabalhando em São Paulo, capital, e dalí por este Brasil afora. Nos fins de semana efetuava minhas fugas estradeiras, minha moto me levava longe por estradinhas em meio as matas e montanhas. Onde encontrasse uma mata derrubada, localizava o dono, pedia licença e adentrava recolhendo plantas de todas as espécies. Quantas vêzes lamentei por encontrar touceiras inteiras de Cattleyas já apodrecidas, ou Bifrenárias, Brassavolas, Catassetuns, Gongoras e outras tantas, além de Micros.  
    
    

CATTLEYA WALKERIANA TIPO



           PLANTA IDENTIFICADA: Nº 0078 

         Mineirissimas, estas belas orquídeas chegaram as minhas  mãos, junto com outras tantas iguais, encaminhadas que foram pelo bom amigo Alexandre Magno, de Cordisburgo, perto de Belo Horizonte/MG, conhecimento iniciado pelos canais do Trocaorqui, da Internet. Pelo que me toca nossas trocas tem sido plenamente satisfatórias.


        No início passei bastante trabalho em adaptá-la aqui no alto Viamão-RS, nos invernos chuvosos da vida, minhas plantas, desta espécie, sofriam muito. Como enfraqueciam, perdiam defesas, e ficavam bastante suscetível ao ataque de insetos e fungos, finalmente captei a realidade e passei a conservá-las mais enxutas...não era o frio o problema e sim a excessiva umidade.
Inúmeros foram os exemplares recebidos, das floriadas até este momento, os dois vasos aqui postados identicam Catleyas Walkerianas Tipo, estou aguardando ansioso as florações de outros exemplares. De repente me coube a sorte de ter recebido um outro padrão.


       
      As diferenças constatadas referenciam os tamanhos da sépalas e pétalas, sinceramente não sei informar se as mesmas representam possíveis motivos para um enquadramento diferenciado quanto ao pradrão dentro da espécie.
Qualquer informação a respeito é muito bem vinda e agradeço de antemão tal contribuição.

    Segundo a Wikipédia Cattleya walkeriana foi descoberta por Gardner, em 1839, próximo ao rio São Francisco (MG). Seu nome foi dado em homenagem ao seu fiel assistente, Edward Walker, que o acompanhou em sua segunda viagem ao Brasil a serviço do Jardim Botânico do Ceilão, no Sri Lanka.
Habitat - A Cattleya walkeriana, hoje mundialmente conhecida e apreciada pelos belíssimos híbridos que tem produzido, é encontrada nas regiões mais diferentes do Brasil, seja crescendo sobre pedras, no Estado de Goiás, ou sobre árvores, nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais, sempre próxima às águas de lagos, rios ou pântanos. São plantas de cultivo extremamente fácil, que os orquidófilos do mundo inteiro já dominam. Deve-se destacar que a maioria das plantas que hoje se encontram nas coleções foram produzidas por semente ou meristema (clonagem).

         Dicas para cultivo -
A fácil adaptabilidade dessa espécie se comprova na maneira como é cultivada. No Brasil, que abriga todos os tipos de clima, temos visto a Cattleya walkeriana cultivada em vasos de cerâmica baixos e furados (chamados piracicabanos), em vasos comuns com xaxim desfibrado, em pequenos pedaços de casca de árvore (peroba, aroeira, ipê, etc.), em casca de pinheiro, em placas de xaxim ou, ainda, em muros de pedra. É uma planta que tolera muito bem a luz solar intensa, porém não direta. Gosta de ambientes úmidos e bastante ventilados, detestando substratos encharcados.
Em Rio Claro (175 km ao norte de São Paulo), resistem muito bem às altas temperaturas de verão (38°C), assim como às baixas temperaturas de inverno (10°C), ocasião em que devem ser protegidas do vento frio do sul e ter suas regas diminuídas.
O pico de floração é no mês de Maio, o que lhe faculta os mais variados cognomes: flor de Maria, flor das noivas, flor das mães, flor de inverno, etc. Após o aparecimento das flores, dá-se a brotação pesada, por volta do mês de Agosto, período em que deve-se intensificar as regas e a adubação para a formação do bulbo vegetativo. É importante lembrar que a Cattleya walkeriana pode florescer em broto especial ou em broto com folha comum (Cattleya walkeriana variedade princeps, que floresce em Setembro).
É uma planta extremamente sensível às divisões (separação de mudas). Para poupá-la, deve-se evitar a floração no ano seguinte à divisão. Com este cuidado, ela economiza forças. Quando a planta mostra os botões, deve-se cortá-los utilizando ferramenta esterilizada para evitar contaminações, vírus ou bactérias. Isto pode ser feito usando-se a chama de um isqueiro ou vela por uns trinta segundos na lâmina da ferramenta.
Nesta espécie, são encontradas as formas tipo lilás, alba (branca), coerulea (azulada), semialba (branca com labelo lilás), lilacínea (rosada), flammea (lilás com riscos púrpura), vinicolor (vinho), entre outras.
 

Blc. CHUNYEAM x Slc. CARMEN MURRAY

        PLANTA IDENTIFICADA: Nº 0242      

       Minha planta foi adquirida no Orquidário Haneda, de Curitiba, via Internet, esta já é sua segunda floração.

        Como o próprio nome já estabelece, trata-se de uma criação genética, manipulada pela maestria e sensibilidades humanas, já em segunda geração, pois os pais desta linda orquídea já o são.                                                         
         
         Minha fotografia talvez não lhe faça a devida justiça, ainda estou no estágio inicial como fotógrafo, sempre deixei que outros batessem as fotos, hoje em dia eu mesmo quero ser o fotógrado. Com o tempo, óbvio, melhorarei, saberei explorar com mais sapiência os dispositivos da minha digital...eta, esta tecnologia moderna, é necessário um curso para se aprender a colocar em pratica as capacidades do aparelho em mãos.

PAPHIOPEDILLUM CALLOSUM ALBA



        PLANTA IDENTIFICADA:  Nº 0241

      Este Paphiopedilum foi adquirido na Seasa, na capital paulista, e me veio identificado, ocorre que o nome veio escrito com algum lápis que apaga fácil, portanto, ficou não legível. Quando o postei, havia colocado (Mais um Noid nas minhas classíficações, pois também ainda não consegui classificá-lo.Qualquer ajuda neste quesito é muito bem vinda...grato com antecipação), todavia ao adquirir a Revista Guia de Orquídeas, de n° 8, editada pela Casadois, ei-lo lá na página 34.

             
     É a segunda vez que êle floresce no meu orquidário, tem se mostrado bem resistente, segurando com tranquilidade os invernos aqui do alto de Viamão-RS.

    De resto, trata-se de um belo exemplar, amo deveras suas cores, inusitadas numa orquídea...sua durabilidade, como quase em todos os paphiopediluns é superior a um mês.

     Segundo a Wikipedia o Paphiopedilum callosum é uma espécie de orquídea (Orchidaceae) do Sudeste Asiático. Há uma variedade da Península da Malásia, denominada sublaeve ou warnerianum, qua alguns taxonomistas preferem classificar como espécie autônoma.

         Quanto ao desenvolvimento da planta, no gerar de novas mudas ou brotos, ela tem se mostrado bastante lenta, tem sido um broto por ano.

        Estou chegando a conclusão de que a danada gosta de receber doses de fertilizantes, e, confesso, pouco ou quase nada dos mesmos chegam até minhas orquídeas, prefiro vê-las reagir e subsistir como na natureza.

PAPHIOPEDILUM SP


      PLANTA NÃO IDENTIFICADA: Nº 0085

      Este Paphiopedilum eu o adquiri no ano de 1997, e de lá pra cá todos os anos ele me presenteia com uma ou duas flores.
       O vaso abaixo apresenta floração de 2010: 

      Em meus alfarrábios sobre orquídeas, e mesmo na Internet, ainda não consegui classificá-lo, portanto se alguém souber suas origens, agradeço a identificação.


    Penso que é filho da inteligência humana somada com a sensibilidade, via genética, num casamento entre espécies.Não importa, é muito Belo.

       Possuo duas plantas, mas este ano só uma conseguiu formar a flor, a outra foi atacada por uma lagarta invasora, que abandonou meus pés de maracujás para saborear folhas e brotos de orquídeas...é claro que fui bem "bonzinho" com ela quando a encontrei gordinha em minha futura flor, já dizimada.

Floração atual, desde 05/06/2014:

quinta-feira, 27 de maio de 2010

VANILLA NOID



A Vanilla Noid (não identificada) ao lado também  é nativa do município de Tacaratu, convive muito proximamente com os Catasetuns, em palmeiras da região, preferencialmente nos sitios que se localizam aos sopés das serras, tal qual a Serra do Cruzeiro.
Trata-se de uma planta trepadeira, tipo cipó, que vai subindo pelos caules das palmeiras até chegar em suas folhagens, onde ramifica e produz suas flores.


Encontrei muitas plantas de vanillas já sem flores, mas com inúmeras capsúlas de sementes, como as da fotografia acima.

Sabe-se que uma espécie de Vanilla é responsável pela produção de baunilha, quando natural,  ainda que hoje a produção industrial seja  toda ela sintética.

Acima, postei uma foto emprestada de um artigo a respeito de plantações desta espécie de vanilla, com o intuito de explorar a essência natural.

Desconheço a classificação deste espécie, mas quando voltar a florescer vou pesquisar e informar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

CATASETUM GALEATUM


CATASETUM GALEATUM (flor feminina)
As  fotos abaixo postadas, todas elas pertencem a espécie em questão.
Tratam-se, no caso das minhas, de plantas obtidas em palmeiras cortadas e derrubadas, junto ao sopé da Serra do Cruzeiro, nos arredores do Município de Tacaratu/PE.

Em minhas caminhadas  nos sítios da região pude constatar a quantidade  de plantas desta espécie, que via de regra são encontradas nos vários tipos de palmeiras da região. As flores facilmente acasalam, devendo haver na região algum tipo de inseto responsável pelos mesmos. Trata-se de orquídea com pseudobulbos de grande porte, cuja floração masculina já encontramos em fase terminal e não conseguimos fotografar.
Nas fotos abaixo, algumas capsúlas de sementes já desenvolvidas, dando-nos a certeza de que a floração desta orquídea ocorre em diferentes momentos nos tempos chuvosos desta região pernanbucana. Pois enquanto algumas ainda estão floridas, e encontramos ínúmeras nestas condições, outras já apresentavam capsúlas de sementes nestes termos, ou seja, bem desenvolvidas.

Curioso é o nome com que os nativos da região identificam esta orquídea, ainda que nada a ver, pois os animais em questão não alimentam dos bulbos destas plantas, tem mais a ver com a forma do mesmo. Chamam-na de "banana de macaco".

Um fato chamou minha atenção em relação aos catasetuns da região, algum tipo de inseto está se dissimando, provavelmente alguma espécie de lagarga (existe uma veriedade incrivel de borboletas no local), pois muitas plantas se encontravam semi ou completamente  devoradas,        estando seu ciclo de desenvolvimento e floração comprometidos.


O que nos dá a salvaguarda da manutenção e continuidade desta espécie é a facilidade com que ocorre o acasalamento das flores.

Capsulas de sementes, como as da fotografia ao lado, são encontradas numa proporção muito próxima dos 25%, no universo das plantas visitadas.   

Abaixo uma foto da Serra do Cruzeiro, em Maracatu-PE, cuja trilha tive o privilégio de subir, chegando ao topo, dureza (obtive a certeza de que não tenho mais vinte aninhos) , mas a vista é maravilhosa. Decepcionou-me apenas o fato de que nenhuma orquídea parece sobreviver lá em cima, devido ao período de secas do nordeste, que lá é fortíssimo, ou (quem sabe?) devido aos coletadores.

Quem sou eu

Minha foto
Sou Nedi Nelson, como profissional abraço a contabilidade e nesta me realiza a auditoria; como pessoa sempre sublimei ler e escrever, a poesia é lugar comum, hoje vivencio o romancear; como hobby e paixão descobri as orquídeas, o estudo, o cultivo e por fim o descortinar de suas florações..e eis que minha alma transcende o poetar. Viver o entreabrir de uma orquídia me é palco sensível para deixar fluir o poema. A idéia é criar três seções específicas, uma para partilhar a palavra escrita, seja por meio de poemas, contos ou romance, estejam publicados ou não, que venham a ser publicados ou não; outra para cultuar, via fotografias e textos, as minhas orquídeas; e outra para falar de minhas viagens, via fotografias e textos, seja quando a trabalho nos contextos da auditoria, em minhas folgas, seja especificamente a lazer .

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